Edição 2025 · Ensino Médio · 1º EM
Brilho Póstumo
Geovana Nickole Santos Barreto
Aqui jaz a Lua, soalheira, fria e desvelada, presa entre ondas e areia, uma almeia perdida na esteia, entre poemas e rimas. Fui Nova, ingênua e pequenina, fui sem ressalva, em busca incessante, mostrei minhas entranhas, alma serena, sonhei com ele, meu dileto amante, Sol, em versos guardo seu nome. Fui Crescente, Cheia e Minguante, por breve instante julguei ser vista. No oceano tive afago e ternura, floresci a vida marítima, e entoei em alvura. Por fim, juntos e impacientes, minha luz se desvanecia, as ondas murmuravam memórias antigas, num beijo efêmero e ardente, deixo em eclipse, minhas memórias póstumas