Todas as poesias

Edição 2025 · Ensino Médio · 1º EM

Ó, Lua

Jimmy Nunes Almeida

sendo fria, sendo bela, sendo nua Lua, sempre voltas a iluminar a cidade; e, ainda que ignorem tua beldade, segues a orbitar — branca, celeste, crua. ainda que dependas do Sol para brilhar, és tu, Lua, quem move o fluxo do mar; ainda que alguns te creiam holograma, negas também o mito da Terra plana. eu sei que outros planetas têm mais Luas; mas não são elas que meus olhos adoram. pois, Lua, a beleza mor é toda tua; e por ti meus sentidos afloram. se até Beethoven compôs sonata ao teu Luar, como pode um tolo como eu não te cantar? se até as estrelas que caem viram estrelas-do-mar, como pode alguém não ver que aqui estás — no ar? se até Pink Floyd te deu um lado a iluminar, como pode alguém dizer que é erro te adorar? mesmo quando as nuvens te velam, sei que estás lá: nem Nietzsche ousaria, sério, de ti duvidar.