Edição 2025 · Ensino Médio · 1º EM
Soneto de Vlad à sua rubra Lua
Arthur Wendel Andrade Pereira
No céu prateado, avermelhada se derrama Lua em véu de sangue, ardo em agonia, perante o Sol que a noite desafia, mas escondo na face o amor que inflama. Selene a vejo, é dor que não se aclama o desejo do encarnado líquido, me alucina move o oceano, a sombra é minha sina, e o falso coração que a pede, se proclama. Tão bela e quente, amante que me enfeitiça, orbita em mim, reflete a prata severa; Sou refém do cerviz que me atiça. Se o toco, morre; se fujo, me dilacera. bloqueia a luz na escuridão que se eterniza, no eclipse dos olhos carmim que me exaspera.